Um pai matou duas filhas enforcadas, filmou o crime e depois cometeu suicídio na cidade de Pinhais, Paraná. O crime pode ter sido motivado pelo fim do relacionamento, há aproximadamente um mês, entre o homem e a mãe das meninas. Antes de cometer a atrocidade, o assassino, Gilson Luiz Sholles, 43 anos, teria feito várias ameaças à ex-mulher.
Na tarde de domingo, moradores ouviram gritos das filhas, uma de 3 e outra de 5 anos. Mas os vizinhos acharam que as meninas estavam brincando. Elas foram passar o dia com o pai.
Por volta das 21h, um morador encontrou Gilson morto na entrada da casa e chamou a Guarda Municipal de Pinhais. Quando entraram na casa, também viram as meninas mortas, cada uma em um quarto. Elas estavam penduradas pelo pescoço em cabos de energia dos bocais de luz.
Ao procurar vestígios do crime, os guardas encontraram um notebook ligado, em que estavam gravadas as mortes dos três.
Os policiais encontraram aproximadamente cinco vídeos que mostravam, em diferentes momentos, a ação de Gilson. O computador foi apreendido e, junto com as imagens, deve ser analisado pela Polícia Civil.
Segundo vizinhos, o homem era amoroso com as filhas e não demonstrava sua tristeza pelo fim do relacionamento com sua ex.
Logo que chegou ao local do crime, a mãe das meninas contou aos guardas municipais e aos policiais militares que o ex-marido já tinha ameaçado matá-la e matar também as duas filhas. Segundo a Guarda Municipal, a mulher chegou a fazer um boletim de ocorrência na delegacia de Pinhais no dia 5 de janeiro, depois que ele a estrangulou e, por não conseguir tirar a vida da ex, ameaçou se matar, mas levar junto as duas filhas.
Do boletim de ocorrência, a Justiça deu à mãe das meninas uma medida protetiva. A decisão saiu na última sexta-feira (16), conforme informou a GM. Gilson já não poderia se aproximar da ex-mulher.
Em outubro de 2003, internado em um hospital psiquiátrico em Piraquara, Gilson confessou seu primeiro assassinato. O homem matou o cunhado - de um relacionamento anterior -, Sérgio Nimietz, 44 anos, com um tiro na testa. O crime aconteceu na casa da vítima, na Rua Brasil para Cristo, Boqueirão.
Segundo apurado pela polícia na época, Gilson, que seria um marido ciumento e possessivo, telefonava para a mulher e também fazia ameaças para que ela retornasse dos Estados Unidos, onde morava. Ele inclusive teria prometido matar toda a família de sua mulher se ela não voltasse. Depois do crime, o próprio se internou no hospital psiquiátrico, sob a justificativa que era depressivo e tinha tendências ao suicídio.
Fonte: Band.com
0 Comentários
COMENTE AQUI ABAIXO.