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| Fernando Collor classifica operação da PF como arbitrária e desnecessária (Foto: Arquivo) |
No comunicado publicado no Facebook, Collor diz que a ação da Polícia Federal teve como finalidade causar constrangimento e intimidação. "Medidas dessa ordem buscam apenas constranger o destinatário, alimentar o clima de terror e perseguição e, com isso, intimidar futuras testemunhas".
O parlamentar lembrou ainda que "os fatos investigados datam de pelo menos mais de dois anos, a investigação já é conhecida desde o final do ano passado", acrescentando que jamais foi chamado a prestar esclarecimentos.
Collor destacou que a operação desta terça-feira "traduz os tempos em que vivemos, em que o Estado Policial procura se impor ao menoscabo das garantias individuais seja do ex-Presidente, do Senador da República, ou do simples cidadão. Afinal, se nem os membros do Senado Federal estão livres do arbítrio, o que se dirá do cidadão comum, à mercê dos Poderes do Estado".
Nesta manhã, policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do senador e em empresas nas quais Collor é acionista. Além do parlamentar, foram alvos da operação o senador Ciro Nogueira (PP), o deputado Eduardo da Fonte (PP), o ex-ministro e ex-deputado Mário Negromonte (PP) e o ex-ministro e senador Fernando Bezerra Coêlho (PSB).
CONFIRA NA ÍNTEGRA A NOTA DE COLLOR
REPÚDIO VEEMENTE A UMA OPERAÇÃO APARATOSA -
A defesa do Senador Fernando Collor repudia com veemência a aparatosa operação policial realizada nesta data em sua residência. A medida invasiva e arbitrária é flagrantemente desnecessária, considerando que os fatos investigados datam de pelo menos mais de dois anos, a investigação já é conhecida desde o final do ano passado, e o ex-presidente jamais foi sequer chamado a prestar esclarecimentos.
Ao contrário disso, por duas vezes o Senador se colocou à disposição para ser ouvido pela Polícia Federal, sendo que nas duas vezes seu depoimento foi desmarcado na véspera.
Medidas dessa ordem buscam apenas constranger o destinatário, alimentar o clima de terror e perseguição e, com isso, intimidar futuras testemunhas.
A medida invasiva traduz os tempos em que vivemos, em que o Estado Policial procura se impor ao menoscabo das garantias individuais seja do ex-Presidente, do Senador da República, ou do simples cidadão. Afinal, se nem os membros do Senado Federal estão livres do arbítrio, o que se dirá do cidadão comum, à mercê dos Poderes do Estado.
Fonte:gazetaweb.com

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