De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, seis políticos foram alvo dos 53 mandados de busca e apreensão autorizados por ministros do Supremo Tribunal Federal. O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) está entre eles. As buscas acontecem em imóveis ligadas aos suspeitos.
Batizada de Politeia, a operação de hoje faz referência ao livro "A República", de Platão, que descreve uma cidade perfeita, na qual a ética prevalece sobre a corrupção.
Veja quais são as suspeitas contra os políticos que ficaram na mira da Polícia Federal hoje:
Fernando Collor de Mello
Quem é: senador (PTB-AL)
Alberto Youssef afirma ter feito vários depósitos a Fernando Collor de Melo. Segundo o doleiro, os valores variavam entre 200 e 300 mil reais. Youssef também afirmou que o ex-presidente “tinha uma diretoria na BR Distribuidora”. Ele é acusado de ter recebido 3 milhões de reais oriundos de propina da BR Distribuidora.
Mário Negromonte
Quem é: Ex-ministro das Cidades (PP), atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia
Segundo Youssef, o ex-ministro das cidades recebia entre 250 mil e 300 mil reais mensais como pagamento do esquema. O dinheiro era entregue para Negromonte em Salvador e em Brasília. Após a morte de Janene, ele teria feito parte de um grupo que reduziu os repasses de propina para outros políticos do PP em benefício próprio. Diante disso, Ciro Nogueira e outros teriam se rebelado.
Ciro Nogueira
Quem é: senador (PP-PI)
Fez parte do grupo que se rebelou contra os líderes do PP que reduziram os repasses de propina para a bancada em benefício próprio. Participou de uma reunião com Paulo Roberto Costa no Rio de Janeiro (RJ) para determinar um novo operador para o esquema envolvendo a Petrobras e o PP. Youssef teria perdido o posto devido a atrasos no envio de propina ao partido. Segundo os delatores, Ciro Nogueira também teria sido um dos responsáveis pela distribuição da propina entre os políticos do PP.
Fernando Bezerra Coelho
Quem é: Senador (PSB-PE)

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