A Receita Federal sugeriu a quebra do sigilo bancário e fiscal a partir de uma investigação sobre a atuação de um grupo de lobistas supostamente chefiado pelo ex-vice-presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) Mauro Marcondes. O grupo é acusado de receber mais de R$ 32 milhões da Caoa e da MMC, representantes da Hyundai e Mitsubishi, para comprar trechos de uma medida provisória favoráveis às duas montadoras. A medida foi editada em 2009 pelo então presidente Lula e aprovada pelo Congresso Nacional. O texto foi reeditado outras duas vezes, em 2011 e 2013.
Ao longo das investigações, a polícia identificou diversos políticos e servidores públicos que tiveram contato com Mauro Marcondes durante as negociações da medida provisória de isenção fiscal para as montadoras. Entre essas pessoas está Gilberto Carvalho. Em depoimento à Polícia Federal em 26 de outubro, o ex-ministro disse que agendou reunião do Marcondes com Lula. Ele argumenta que Marcondes era vice-presidente da Anfavea e, portanto, era natural que fosse recebido pelo presidente da República.

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