Rede pública de ensino retoma aula presencial com vacinação incompleta de professores



Enquanto 63.524 profissionais da Educação tomaram a primeira dose, apenas 22.433 já completaram o ciclo vacinal 
Desafio é enorme para cumprir os protocolos exigidos pela ciência e garantir o retorno seguro da comunidade escolar



Alagoas é um dos últimos estados a retomar as aulas presenciais na rede pública de ensino – tanto estadual como municipais. Após um ano e meio sem pisar na escola, e com atividades estritamente online, os alunos voltarão às salas de aula (os do Estado) a partir desta segunda-feira (16). O desafio é enorme para cumprir os protocolos exigidos pela ciência e garantir o retorno seguro da comunidade escolar. Quem defende o direito dos professores está preocupado com a volta, temendo o risco de contaminação pelo coronavírus, já que uma parte da comunidade não completou a vacinação.

A presidente do Sinteal [Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Alagoas], Maria Consuelo Correia, diz não ser contra a retomada presencial das aulas, mas reforça a importância de que isto só aconteça com total segurança, levando em consideração que boa parte dos profissionais da educação não completou o ciclo da vacinação contra a Covid-19.

“Apesar do anúncio do governo da antecipação, a gestão da vacina é dos municípios, e não acreditamos que seja seguro o retorno antes que seja aplicada a segunda dose e haja o intervalo recomendado para garantir a imunização. Recebemos, esta semana, a confirmação de dois casos da variante delta em Alagoas, o que se configura em mais um alerta. A volta às aulas presenciais pode ser um fator perigoso de aceleração da contaminação”, avalia a sindicalista.

Além disso, Consuelo afirma que a preocupação não é só com a vacina, mas também com as condições adequadas das escolas. “Devem-se ter ambientes ventilados, material sanitizante, espaço que possibilite o distanciamento social e profissionais suficientes para garantir as condições adaptadas, já que o trabalho será bem maior neste formato. Estamos cobrando as condições dos gestores, e caso o retorno aconteça mesmo, estamos organizados para fiscalizar se as condições adequadas para reduzir ao máximo o risco, não só para os trabalhadores da educação, mas para toda a comunidade escolar”, completa.

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