Alagoas tem a polícia que mais mata e morre, alerta Direitos Humanos em relatório



Dados da Comissão de Direitos Humanos apontam que em 2014, 57 criminosos e 14 policiais foram mortos

Por Gilca Cinara e Paulo Chancey Jr. - Colaborador

A Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB/AL) apresentou nesta quarta-feira (10) um relatório sobre o número de homicídios registrados no estado em 2014. Os dados foram concentrados no número de mortes provocadas por confrontos entre as Policiais Civil e Militar com criminosos.

O coordenador da Comissão, Daniel Nunes, relatou que a polícia alagoana é considerada uma que mais mata durante confronto, no entanto seus integrantes também são vítimas de crimes. De forma mais detalhada, ele apresentou que em 2012 foram 21 criminosos mortos em troca de tiros com polícia. Já em 2013 esse número teve um acréscimo de três mortes e em 2014 os dados mostram o dobro, com 57 mortes de acusados.

Do outro lado, o relatório elaborado pela Comissão aponta que 17 policiais morreram no combate ao crime este ano, sendo 14 fora de serviço e três durante o expediente, sendo dois militares e um civil. No entanto, dados divulgados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2014 mostram que Alagoas está muito baixo dos outros estados que registraram mortes de policiais militares em confronto, registrando 10 mortes.

O Estado do Rio de Janeiro segue no topo da lista com 104 policiais mortos, seguido por São Paulo com 90 mortes. Com relação aos estados do Nordeste, Alagoas fica abaixo do Ceará com 30 policiais mortos, Pernambuco com 24, Maranhão com 19 e Bahia com 12. Mas é superior ao Piauí que registrou sete mortes de policiais e Sergipe que registou apenas duas perdas.

REDUÇÃO DE MORTES

De acordo com Daniel Nunes, em 2014 houve uma redução no número de homicídios contra homens e mulheres. Em 2013, 2114 homens foram vítimas de homicídios em todo o estado. No mesmo período comparado ao ano anterior, esse dado caiu para 1703.

O número de homicídios envolvendo o mulheres também apresentou uma queda. Em 2013 foram 146 mulheres vítimas de crime. Já em 2014 foram 114.

LINCHAMENTOS


A ideia de "justiça com as próprias mãos" ganhou contornos negativos este ano. Isso porque, os dados da OAB apontam para um número assustador, já que em 2013 foram 7 casos e este ano, faltando 21 dias para o final do ano, 38 pessoas já foram linchadas por populares.

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